O Bahia apresentou nesta terça-feira (11) a lista de integrantes da imprensa esportiva que recebiam benefícios financeiros do clube durante a administração do ex-presidente Marcelo Guimarães Filho, destituído em 2013. Em um documento com cerca de 300 páginas apresentado na sede administrativa do clube, o tricolor aponta o pagamento de estadias, passagens aéreas e outros benefícios.
A empresa SportGol, ligada ao repórter da rádio Transamérica e presidente da Associação Baiana de Cronistas Desportivos (ABCD), Márcio Martins, lidera os ganhos, com valores superiores a R$ 170 mil reais. Para Márcio, isso é uma permuta contratual, que, seria uma prática comum entre empresas e clubes. Ele afirmou à Rádio Metrópole que a direção tricolor pagava um valor menor do que os serviços realmente custavam.
"Os pagamentos que foram feitos, por exemplo, de passagem é permuta contratual que até hoje o Bahia pode fazer com outros setores, como, por exemplo, a alimentação, que o Bahia pode fazer algum tipo de benefício para alguém colocar na camisa, uma propaganda ou em algum lugar, e a pessoa fornecer um material qualquer. Na época, quando não tinham os sites muito fortes como tem hoje, o Bahia recorria às rádios, aos jornais impressos e às TVs para fazer seus programas de marketing, seus anúncios e campanhas. E isso era pago. Para não pagar em dinheiro, que era muito mais caro, eles pagavam em passagens. Até hoje, isso vem sendo questionado como uma coisa ilegal e imoral, mas é uma permuta contratual que qualquer cidadão podia fazer. Ao invés de dar passagem, podia dar em dinheiro, por exemplo, cumprindo contrato, pagando R$ 5, 6 mil por mês, que era o valor da época, E o Bahia pagava muito menos", disse, em entrevista à Rádio Metrópole.
Indagado se sua equipe esportiva, à época "Os Galáticos", da Rádio Itapoan FM, teria recebido dinheiro para os profissionais trabalharem em jogos do Bahia fora de Salvador, Márcio Martins negou e disse que havia uma permuta com uma agência de viagens. À frente da SportGol, Martins admite que já fez vários serviços para o Esporte Clube Bahia.
"Nós nunca tivemos [passagens pagas pelo Bahia] na nossa equipe, porque nós temos passagens da Salvatur, que é uma agência que há uns seis ou sete anos faz permuta também com a gente. Agora, se fosse importante ter [permuta] com o clube, não teria problema nenhum. Eu acho que a relação comercial, de passagens, por exemplo, é porque o clube preferiu dessa forma", afirmou.
Fonte: www.metro1.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário