Atentado no Riocentro teria como objetivo matar artistas como Chico Buarque e Gonzaguinha
Foto: Anibal Philot/OGlobo/Reprodução
O atentado a bomba no Riocentro, em 30 de abril de 1981, que matou um sargento durante o Regime Militar, tinha como objetivo matar artistas como Chico Buarque, Elba Ramalho, Gonzaguinha e Fágner, que se apresentavam no local em um show em homenagem ao Dia do Trabalho. De acordo com reportagem do programa da Rede Globo 'Fantástico', o ex-delegado de polícia Cláudio Guerra assumiu, em depoimento ao Ministério Público Federal, que a bomba seria colocada no palco em que ocorreriam os shows.
"Seria colocado no palco, justamente pra atingir. A comoção seria a morte de artistas mesmo", revelou Guerra. Ele também contou que foi enviado novamente ao Riocentro para prender pessoas falsamente ligadas à explosão. No depoimento, ele revela a existência de mais uma bomba e um novo alvo. Nenhuma bomba explodiu no palco. Outra foi atirada na casa de força do Riocentro, para cortar a luz e causar pânico nas mais de 20 mil pessoas que assistiam ao show. Mas não deu certo.
O coronel Wilson Machado, que era chefe de uma seção do Destacamento de Operações de Informações (Doi-Codi), órgão de inteligência e repressão da ditadura militar, e que estava no carro onde a bomba, falou sobre o caso: "O que ia fazer no Riocentro? Que ia fazer lá? Ia identificar as pessoas que participavam. Quem estava lá, quem falou com quem, quem... Quem levantou e falou coisa", falou. O major reformado Divany Carvalho Barros admitiu ao MPF que foi enviado ao Riocentro para recolher provas que pudessem incriminar o Exército. A Justiça Federal ainda está analisando o novo inquérito para decidir se aceita a denúncia.
"Seria colocado no palco, justamente pra atingir. A comoção seria a morte de artistas mesmo", revelou Guerra. Ele também contou que foi enviado novamente ao Riocentro para prender pessoas falsamente ligadas à explosão. No depoimento, ele revela a existência de mais uma bomba e um novo alvo. Nenhuma bomba explodiu no palco. Outra foi atirada na casa de força do Riocentro, para cortar a luz e causar pânico nas mais de 20 mil pessoas que assistiam ao show. Mas não deu certo.
O coronel Wilson Machado, que era chefe de uma seção do Destacamento de Operações de Informações (Doi-Codi), órgão de inteligência e repressão da ditadura militar, e que estava no carro onde a bomba, falou sobre o caso: "O que ia fazer no Riocentro? Que ia fazer lá? Ia identificar as pessoas que participavam. Quem estava lá, quem falou com quem, quem... Quem levantou e falou coisa", falou. O major reformado Divany Carvalho Barros admitiu ao MPF que foi enviado ao Riocentro para recolher provas que pudessem incriminar o Exército. A Justiça Federal ainda está analisando o novo inquérito para decidir se aceita a denúncia.
Fonte: www.metro1.com.br
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